Comissão Distrital da CDU

CDU Linha Voto 2015

No dia 8 de março assinala-se o Dia Internacional da Mulher, comemoração que representa uma justa homenagem à luta pela igualdade e que mobiliza as mulheres para lutar por melhores condições de vida e de trabalho, pelos seus direitos próprios, contra todas as formas de opressão e exploração.

Respeitar os direitos das mulheres, fazer valer a igualdade, acabar com a discriminação e a desigualdade entre mulheres e homens, em todas as áreas, são condições de qualquer sociedade esclarecida e democrática.

O caminho de emancipação para as mulheres portuguesas que a Revolução de Abril trilhou, trouxe a efetivação de muitos direitos na lei que continuam por se concretizar na vida de todos os dias. Persistem as situações discriminatórias sobre as mulheres, ao nível do emprego, da educação, das reformas e pensões, da saúde, da participação social, da fruição cultural, aprofunda-se a violência contra as mulheres.

É necessária uma verdadeira política de igualdade, inseparável da justiça social. Ao efetivar os direitos das mulheres, na lei e na vida, transforma-se a sua condição social e garante-se a sua participação em igualdade, valorizando as suas competências e saberes no plano profissional, social, político, cultural e desportivo. Ganham as mulheres e ganha a sociedade portuguesa.

O Grupo Municipal da CDU propõe que a Assembleia Municipal de Viseu na sua Sessão Ordinária do dia 28 de fevereiro de 2020 delibere:

    1. Saudar o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, como uma jornada de comemoração, mas também de homenagem à luta pelos direitos das mulheres, em Portugal e no mundo;

    2. Saudar todas as mulheres que, neste dia, mas também em todos os outros, lutam por uma verdadeira política de igualdade, para as mulheres de todas as gerações;

    3. Saudar a participação das mulheres do nosso distrito na Manifestação Nacional de Mulheres, convocada para o próximo dia 8 de março, na afirmação das mulheres como força social, na promoção de valores como o respeito, igualdade e solidariedade;

    4. Remeter a presente Saudação para a Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, Movimento Democrático de Mulheres, Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

Viseu, 28 de Fevereiro de 2020

A Eleita da CDU na Assembleia Municipal de Viseu

Filomena Pires

CDU Linha Voto 2015

A construção das autoestradas A25 e A24, sem custos para o utilizador, veio contribuir substantivamente para quebrar um ciclo de desvitalização económica e social. Estas autoestadas, colmatando problemas da rede viária que há décadas se verificavam, permitiram a localização de novas empresas, reduziram custos da interioridade, encurtaram a distância entre o norte e o sul, aproximaram as localidades do interior entre si e do litoral e contribuíram para estruturar o território e melhorar a coesão económica e social do país.

A não aplicação de portagens nas chamadas SCUT foi sempre justificada com a necessidade de compensar as regiões do interior do país com medidas de discriminação positiva, tendo em conta as manifestas assimetrias regionais existentes.

A A25 e a A24, com mais de 200 quilómetros de extensão não têm uma real alternativa na rede rodoviária nacional, o que faz com que a introdução de portagens nestas vias tenha representado uma dupla discriminação das regiões do interior.

O PCP, desde a primeira hora, esteve e está na linha da frente da defesa do fim das portagens nas ex SCUT e defende que estas vias, por serem fundamentais para o desenvolvimento regional, por não terem alternativa viável e por imperativo de justiça não devem ser portajadas.

Assim, propomos que a Assembleia Municipal de Viseu, reunida em sessão ordinária no dia 16 de Dezembro de 2019, delibere:

- Apoiar a proposta de abolição imediata das portagens nas ex-SCUT agora designadas A24 e A25.

Esta Moção, se aprovada, deve ser enviada para os grupos Parlamentares na Assembleia da República, para o Senhor Primeiro Ministro, para o Senhor Presidente da Assembleia da República, para as assembleias municipais e municípios servidos por estas duas infraestruturas rodoviárias e para a comunicação social.

Viseu, 16 de Dezembro de 2019

A Eleita da CDU na Assembleia Municipal de Viseu

Filomena Pires

CDU Linha Voto 2015

Neste “campeonato quixotesco” em que a Câmara de Viseu se entretém, e nos distrai, a disputar prémios inúteis comprados para alimentar publicas vaidades e a imagem de uma “Happy and Smart City” virtual, não sobra tempo nem vontade para descer à terra e auscultar e resolver os problemas reais das populações do concelho.

É por isso uma pena que a Intec (Instituto de Tecnologia Comportamental), entidade privada a quem a Câmara de Viseu pagou 1.722 euros para candidatar o Projecto MUV, não tenha vindo ao terreno avaliar a realidade. Se se desse a esse trabalho e não tivesse, como tem, a missão única de atribuir “prémios” por encomenda, a Intec tomaria nota do descontentamento generalizado dos utentes com o mau serviço prestado pelo MUV.

De facto, o que consta do Projecto inicial do MUV discutido nesta Assembleia, são cenários idílicos que todos gostaríamos de ver implementados. O que a prática e os testemunhos dos utilizadores nos mostram é um funcionamento completamente ao contrário, sem correspondência aproximada com o Projecto.

Dos abundantes relatos que me chegaram, conta-se que os atrasos e os adiantamentos nos horários são permanentes, com graves transtornos para a vida dos utilizadores. Na sua génese está uma errada definição do tempo dos percursos, a começar pelo dos autocarros que saem da Central de Camionagem, situação agravada pela não existência na cidade de “corredores” BUS que permitam a circulação prioritária dos autocarros sem contratempos nas frequentes filas de trânsito. As prometidas aplicações para telemóvel e I.PAD, da responsabilidade do Município, que deveriam estar ativas nas paragens para “sabermos a todo o tempo onde se encontra o autocarro”, não existem, são um logro. Os simples mapas dos horários com itinerários e horas de partida e chegada nos diferentes percursos foram banidos da maioria das paragens. O transporte “on demand”, estratégia dita “revolucionária de combate à desertificação para as freguesias de baixa densidade” sem serviço regular do MUV, é uma mistificação. Moradores de localidades como Barbeita, Corvos à Nogueira, Pinheiro ou pais e alunos da escola do Viso, interpelaram-me perguntando porque não são servidas pelo MUV. Também me chegou informação de que os autocarros novos que servem a linha de Bodiosa, na maior parte dos dias são insuficientes para o número de passageiros que neles quer viajar, recorrendo a empresa a autocarros velhos para suprir as falhas. Pelo menos no circuito 21 e 10, o anunciado aumento do número de linhas é feito pelo mesmo autocarro. A aquisição de bilhetes pré-comprados só é possível de efetuar na Central de Camionagem.

Pelo que acabo de descrever e não é um relato exaustivo, este prémio atribuído ao MUV de que tanto se ufana é um embuste. Prémio, a existir, é para a paciência e civismo dos cidadãos deste concelho que sofrem com este caos organizado.

Por ser “época de Natal”, deixa o Sr. Presidente um convite público para “todos visitarem” o efémero “Mercado de Natal no Mercado 2 de Maio”.

É um Convite paradigmático, que ilustra bem a ordem de preocupações que o animam. Não lhe ocorreu dirigir um apelo aos membros da Assembleia e aos munícipes do concelho para “visitarem” o Mercado 21 de Agosto, espaço permanente de atividade comercial da responsabilidade do Município, onde se amontoam vendedores sem o mínimo de condições para o exercício do seu negócio, onde o frio, as deficientes e degradadas condições do edificado, a falta de atratividade, afastam clientes e vencem a vontade dos resistentes. Talvez seja essa a estratégia municipal. Sendo Viseu o concelho do País com mais metros quadrados de grandes superfícies por habitante, para quê investir no mercado tradicional? Mas, senhor Presidente, agora “que é época de Natal” e de solidariedade, os comerciantes do 21 de Agosto, agradeciam a sua visita. Eles continuam à espera que vá inaugurar a “promessa” de novo Mercado que lhes fez em véspera de eleições, com enganosos e miríficos “projetos”.

Mas não, o Mercado 2 de Maio é que é. Tem pontualmente festas caras, luzes, música, vinhos, iguarias, vida social. E um fetiche. Não importa que se vá destruir a obra do arquiteto português mais famoso no mundo. Não interessa se comprovadamente as obras no Mercado 21 de Agosto devam ganhar primazia, no interesse da população, dos comerciantes e da vida económica da cidade. Não colhe junto do poder municipal a prova de que todos os eventos sazonais que se afirma pretender realizar no 2 de Maio podem ser acolhidos no renovado Mercado 21 de Agosto. Com a vantagem deste ter utilização diária, com a criação simultânea de condições físicas funcionais, modernas, para acolher os comerciantes atuais e outro comercio tradicional que ali se possa instalar, a par de eventuais serviços públicos.

Em Córdova, em 785, o Califa mandou erguer a Mesquita muçulmana, respeitando a antiga basílica visigótica cristã. Sinal de tolerância, elevação cultural e inteligência. Em Viseu, no século XXI, por mesquinho e mal disfarçado ódio ideológico e cegueira cultural, os novos bárbaros anunciam ir arrasar gratuitamente uma obra, por mais singela que ela seja, de Siza Vieira, prémio nobel da arquitetura, mestre e criador singular, reconhecido mundialmente. As entrevistas, filmes, documentários, prémios, homenagens de que está a ser alvo o Arquiteto Siza Vieira por toda a parte, do Japão à América, da Alemanha ao Brasil, da Coreia do Sul à Espanha, provam a grandeza e universalidade da sua obra. Ter uma obra de Siza Vieira, é sinal de modernidade e um orgulho para quem a possui. Menos em Viseu. Aqui, as placas acrílicas que os serôdios torquemadas afixarem com datas inaugurais, se a insanidade se consumar, apenas servirão para testemunhar a ignomínia do ato. 

Viseu, 16 de Dezembro de 2019

A Eleita da CDU, na Assembleia M.unicipal de Viseu

Filomena Pires 

Urgeiriça 2019-09-30.jpg

Na próxima segunda-feira, dia 30 de Setembro, Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP e Miguel Tiago, primeiro candidato da CDU pelo Círculo Eleitoral de Viseu, vão estar na Urgeiriça e na Lapa do Lobo.

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